As pérolas do Enem

O motivo principal da (in)evolução da educação no Brasil

Há poucos dias recebi uma mensagem que assim iniciava: demorou mas saiu as pérolas do ENEM 2017. Sempre as leio, sempre causa graça, só que hoje entristeci e creio saber o porquê. Provavelmente faz parte – minha tristeza – de uma nova/velha consciência que voltou a despertar.

A nova consciência é a desta década. A velha é a de cinco décadas atrás. Mas o que existe de novo no agora consciente. O registro da destruição de uma sociedade que lutava para ser consciente. E hoje o registro de uma sociedade que aguarda as pérolas do ENEM.

Esta sociedade escolheu mandatários que se orgulhavam dos absurdos por eles construídos com o consciente propósito de destruir. Estes mandatários destruíram um curso fundamental que também não fortalece o português. Ou melhor, o destrói em favorecimento de uma forma de comunicação que se diz atual. Estes mandatários construíram fábricas de livros ideologizados para serem distribuídos à população carente de recursos intelectuais e financeiros; bem como uma infinidade de faculdades, universidades, cursos de pós-graduação, mestrados e doutorados e se não fosse suficiente, pós-doutorados. A grande maioria de muito questionável valor na didática e ensino proposto.

Nesta sequência do desmantelamento do conhecimento real chegamos ao ápice; ao Everest. Pasmem, mas o Brasil tem mais faculdades de Medicina do que a China, mesmo que com população sete vezes inferior ao do país asiático. Apenas mais um exemplo exposto da destruição do conhecimento formal.

E a sociedade vai esperar a próxima publicação das pérolas do ENEM? Ou vai posicionar-se sobre assuntos fundamentais que são o sustentáculo de qualquer sociedade que busca crescer como nação?